Figuras históricas com “J”:
- Jorge Washington
Línguas estrangeiras com “L”:
- Línguas de gato
domingo, 7 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
A Esfinge perguntou-me pelo fetiche
Ultimamente reflicto muito sobre o comportamento dos fetichistas em relação a um monte de coisas. É muito complexo explicar as conclusões, mas posso partilhar os pontos de partida.
- Será que a definição cristalina do HD estimula melhorias significantes no orgasmo do fetichista comum?
- (Na fila para os Correios) O facto da Popota ter alinhado num dueto com o Tony Carreira não pode, de certo modo, semear impulsos mais porcos nos chefes de família que fantasiem com a ideia de ser o Tony para deslumbrarem as esposas que o adoram?
- Os guionistas dos Simpsons não abusam muitas vezes da carga libidinosa da Marge? Não é muito normal pensar nela assim…
- Os sapatos e botas que eclipsam por completo o interesse em tudo à volta não estarão sujeitos ao risco de serem taxados ou interditos em salas de espectáculos?
- Será que a definição cristalina do HD estimula melhorias significantes no orgasmo do fetichista comum?
- (Na fila para os Correios) O facto da Popota ter alinhado num dueto com o Tony Carreira não pode, de certo modo, semear impulsos mais porcos nos chefes de família que fantasiem com a ideia de ser o Tony para deslumbrarem as esposas que o adoram?
- Os guionistas dos Simpsons não abusam muitas vezes da carga libidinosa da Marge? Não é muito normal pensar nela assim…
- Os sapatos e botas que eclipsam por completo o interesse em tudo à volta não estarão sujeitos ao risco de serem taxados ou interditos em salas de espectáculos?
Já estive no céu (e, com sorte, num refrão do Luís Filipe Reis ou assim)
O nevoeiro tem sido tão denso e tão prolongado nos últimos dias de viagem até Lisboa, que chego a pensar que estou numa das duas posições:
- Sou a Jamie Lee Curtis num filme de terror a pilotar um avião.
- Sou o Snoop Dogg ou o 2Pac num daqueles vídeos proféticos, morri e estou num cenário celestial em que só se vê dois palmos de estrada.
- Sou a Jamie Lee Curtis num filme de terror a pilotar um avião.
- Sou o Snoop Dogg ou o 2Pac num daqueles vídeos proféticos, morri e estou num cenário celestial em que só se vê dois palmos de estrada.
Romance Repsol
Ontem, a caixista da Repsol da A8 estava excepcionalmente amigável com um dos funcionários da manutenção de estradas. Estavam perto da porta automática muito amorosos. Durante o tempo que me levou a pegar num sumo de maçã e num pacote de Filipinos, fiquei a imaginar que tipo de conversas podiam dominar aquele romance. Pensei em frases-chave tipo:
- Então, doce, há quanto tempo não te assaltam a caixinha do Multibanco?
- O combustível tem subido ou descido?
- Há nesta estação barra de chocolate mais deliciosa do que tu?
Como uma dona de casa que se refugia na novela, enfardei os Filipinos no espaço de 7 quilómetros.
- Então, doce, há quanto tempo não te assaltam a caixinha do Multibanco?
- O combustível tem subido ou descido?
- Há nesta estação barra de chocolate mais deliciosa do que tu?
Como uma dona de casa que se refugia na novela, enfardei os Filipinos no espaço de 7 quilómetros.
Resolução para este Natal: arranjar forma de devolver beijinhos de uma pedinte romena
Há uns dias, nas traseiras dos Armazéns do Chiado, umas jovens (aparentemente) romenas pediam assinaturas perto do meu carro pessimamente estacionado mesmo à boca do metro. Uma delas aproximou-se de mim com caneta e papel, e deu 3 beijinhos simpáticos na caneta e na minha direcção. Eu achei o gesto muito querido e ainda peguei no papel naquela de “Deixa lá assinar esta petição que reclama por melhores direitos para os emigrantes e isso”. O topo da folha dizia qualquer coisa sobre melhores acessos e as três colunas na folha estavam reservadas a nome, código postal e quantia a doar (20€ em média). Os segundos de reflexão não chegaram para entender bem como é que a quantia seria cobrada só com o código postal (um homem do fraque romeno talvez), mas achei melhor devolver a caneta beijada e o papel.
A culpa só bateu forte quando a miúda ficou a olhar para mim com cara de quem queria os seus três beijinhos devolvidos.
Desculpa, Saraponova.
A culpa só bateu forte quando a miúda ficou a olhar para mim com cara de quem queria os seus três beijinhos devolvidos.
Desculpa, Saraponova.
sábado, 29 de novembro de 2008
Definição alternativa de amizade #302
Amizade é também gozar de um jantar com aqueles de que mais se gosta e no dia seguinte ser confrontado com a questão:”Então? Estás também de caganeira?”
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Pets em horário matinal
Vale a pena recordar os brilhantes primeiros versos da “Pets” de Porno for Pyros (obsessão recorrente):
children are innocent
a teenager's fucked up in the head
adults are even more fucked up
and elderlies are like children
Nem que seja para entender um pouco melhor que inconsciência leva uma mãe a ir ao programa da Fátima Lopes falar sobre um filho que desapareceu de casa e que depois voltou, referindo as inseguranças do miúdo e tudo mais (convenientemente acompanhado por piano dramático). Eu sei que todo este carnaval dramático é moeda de troca em talk-shows manhosos, mas o caso toca-me porque o miúdo tinha o meu nome e porque também eu já tive aquela idade, e creio que a última coisa que queria ter era a minha mãe a falar sobre mim na televisão. Momento triste de televisão por todos os motivos excepto os desejados pela produção.
children are innocent
a teenager's fucked up in the head
adults are even more fucked up
and elderlies are like children
Nem que seja para entender um pouco melhor que inconsciência leva uma mãe a ir ao programa da Fátima Lopes falar sobre um filho que desapareceu de casa e que depois voltou, referindo as inseguranças do miúdo e tudo mais (convenientemente acompanhado por piano dramático). Eu sei que todo este carnaval dramático é moeda de troca em talk-shows manhosos, mas o caso toca-me porque o miúdo tinha o meu nome e porque também eu já tive aquela idade, e creio que a última coisa que queria ter era a minha mãe a falar sobre mim na televisão. Momento triste de televisão por todos os motivos excepto os desejados pela produção.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
A interpretação vai torta, jamais se endireita
Pelo que vi hoje num episódio de “Vip Manicure”, o Zé Pedro de Xutos, que participava como convidado especial, bem merecia a nomeação a Razzie para Pior Interpretação Casual em Série de Humor Lastimável. Principalmente quando comparado com o papel de Guitarrista Famoso que desempenha exemplarmente em concertos de onda fixe.
sábado, 22 de novembro de 2008
Sou um Benfiquista atípico
Falava hoje com alguém que adora bola tanto como eu, quando cheguei à conclusão de que, para mim, os mais extraordinários e memoráveis clássicos, em que o Benfica venceu os principais rivais Porto e Sporting (por 2-1 (a.p.) e 0-2, respectivamente), foram precisamente aqueles que não vi por motivos maiores.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Ontem um marroquino tentou-me convencer a aceitar um papel secundário num episódio-piloto de calibre HBO
Plantado numa esquina do Bronx, cara de mau e cabeça coberta por um gorro do “Ocean’s Twelve”, à espera que um grupo de marroquinos me entregasse um saco com roupa (provavelmente suja) que deveria depois trazer para território europeu, nas barbas da mais rigorosa alfândega do mundo.
O meu instinto Russell Crowe obrigou-me a recusar de imediato o papel.
O meu instinto Russell Crowe obrigou-me a recusar de imediato o papel.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Encontros imediatos do envernizado grau
(ou o mais delirante diálogo de ocasião protagonizado à entrada do Lidl por dois ex-colegas universitários com vidas bem mais sérias do que há uns anos)
Eu: Então? Tudo bem? Estás-te a dar bem por cá? Eu da outra vez reconheci-te, mas não tive a oportunidade de meter conversa…
C.: Ya, aqui ´tá-se muito bem. Sou dos Açores e aqui fica também à beira-mar.
Eu: Pá… Ainda me lembro de quando me pintavas as unhas nas aulas de Estudos Camonianos!...
C.: Sim, vou andando que tenho o bebé à espera no carro.
Eu: Então? Tudo bem? Estás-te a dar bem por cá? Eu da outra vez reconheci-te, mas não tive a oportunidade de meter conversa…
C.: Ya, aqui ´tá-se muito bem. Sou dos Açores e aqui fica também à beira-mar.
Eu: Pá… Ainda me lembro de quando me pintavas as unhas nas aulas de Estudos Camonianos!...
C.: Sim, vou andando que tenho o bebé à espera no carro.
sábado, 15 de novembro de 2008
Ensaio sobre a soneira
Depois de quase tudo já ter sido dito acerca das qualidades e defeitos do “Ensaio sobre a Cegueira”, o Panda Minimalista propõe cinco tópicos inteligentes para serem debatidos após o filme no regresso a casa (em boa companhia):
- O peito da Julianne Moore, filmado numa cena de chuveiro quase “exploitation”, não perdeu algum encanto desde o “Boogie Nights”?
- Que porra de motivos levam o Danny Glover a procurar redimir-se dos policiais maus ao lado do Mel Gibson em filmes de perfeita miséria desumana ampliada em espaços restritos? (desta vez, nem foi obrigado a comer carne de burro, vá lá)
- Alguém, além de todo o batalhão de críticos que espumaram pela boca em Cannes, é capaz de negar que a credibilidade do Fernando Meirelles tem vindo sempre a descer? Será que ele ainda não compreendeu que a overdose estética não encobre uma narrativa claramente débil? Sou só eu que não suporto a expressão sempre dolente dos protagonistas masculinos nos últimos dois filmes dele? (o Mark Ruffalo passa dois terços do filme com cara de quem está aflito para cagar)
- Que música de Joy Division melhor serviria à cena em que as mulheres se encaminham para o “Ward Three” governado pelo García Bernal? (tópico lançado pelo M. in-loco)
- Serei só eu altamente perverso, ou aquele cão dos últimos vinte minutos não contava já com uma carreira estável em filmes de bestialismo e adaptações de Stephen King para cinema? O agente dele não percebeu que era muito arriscado aceitar este papel num filme tão inconsequente e a tempos patético?
- O peito da Julianne Moore, filmado numa cena de chuveiro quase “exploitation”, não perdeu algum encanto desde o “Boogie Nights”?
- Que porra de motivos levam o Danny Glover a procurar redimir-se dos policiais maus ao lado do Mel Gibson em filmes de perfeita miséria desumana ampliada em espaços restritos? (desta vez, nem foi obrigado a comer carne de burro, vá lá)
- Alguém, além de todo o batalhão de críticos que espumaram pela boca em Cannes, é capaz de negar que a credibilidade do Fernando Meirelles tem vindo sempre a descer? Será que ele ainda não compreendeu que a overdose estética não encobre uma narrativa claramente débil? Sou só eu que não suporto a expressão sempre dolente dos protagonistas masculinos nos últimos dois filmes dele? (o Mark Ruffalo passa dois terços do filme com cara de quem está aflito para cagar)
- Que música de Joy Division melhor serviria à cena em que as mulheres se encaminham para o “Ward Three” governado pelo García Bernal? (tópico lançado pelo M. in-loco)
- Serei só eu altamente perverso, ou aquele cão dos últimos vinte minutos não contava já com uma carreira estável em filmes de bestialismo e adaptações de Stephen King para cinema? O agente dele não percebeu que era muito arriscado aceitar este papel num filme tão inconsequente e a tempos patético?
terça-feira, 4 de novembro de 2008
A minha previsão para as presidenciais norte-americanas
Caso o Obama ganhe as eleições de hoje, tenho a certeza de que a equipa de casting do Oliver Stone iniciará de imediato uma mórbida selecção mental do melhor actor afro-americano para interpretar o papel do “Black Kennedy” num filme que tem “BA” como título de laboratório (e talvez definitivo). Deposito a mesma certeza na previsão de que a produção do tal filme seria claramente apressada em caso de atentado no futuro.
Ainda assim, a Estrada Nacional nº 247 está com o Obama.
Ainda assim, a Estrada Nacional nº 247 está com o Obama.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Salmo 21:30
Interrompi com o botão de recusa uma chamada que me chegava ao telemóvel durante um momento espiritual-emo.
Minutos depois enviei a seguinte sms:”Desculpa. Estava a meio de uma oração.”
A pessoa ligou e, depois das primeiras palavras trocadas, perguntou curiosa:
“Que oração?”
Eu respondi casmurro:
“Vinte e uma e trinta.”
(foi tanto o riso de parte a parte que acabei por pedir que ligasse cinco minutos mais tarde)
Minutos depois enviei a seguinte sms:”Desculpa. Estava a meio de uma oração.”
A pessoa ligou e, depois das primeiras palavras trocadas, perguntou curiosa:
“Que oração?”
Eu respondi casmurro:
“Vinte e uma e trinta.”
(foi tanto o riso de parte a parte que acabei por pedir que ligasse cinco minutos mais tarde)
Estoyo doyo lutoyo
Traduzido em português significa que estou de luto. Isto porque o Manjerico d’ “Os Amigos de Gaspar” suicidou-se momentos após ter visto o Sérgio Godinho a publicitar o novo espectáculo da “Rua Sésamo”.
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